segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Fé em Jesus, o caminho da vitória - I João 5:5

“Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus.” (1 João‬ ‭5:5‬)

Para João, as expressões "crê em Jesus" e "nascido de Deus" têm o mesmo significado. Sendo Jesus o Cristo de Deus, a encarnação divina, a palavra e o sentido que se materializaram, confiar nele produz um novo nascimento, uma nova visão de vida caracterizada pelo amor a Deus, a si e ao próximo.

Jesus, portanto, não é apresentado como um santo protetor, um anjo da guarda, alguém pelo nome do qual se grita em momentos de desespero, angústia ou necessidade, mas aquele com quem um relacionamento de confiança altera a natureza da nossa cosmovisão de vida.

A vitória sobre o mundo, isto é, sobre as estruturas vigentes na sociedade que exploram, oprimem, deprimem e matam a vida, é relacionada por João a quem confia em Jesus, cujo caráter sofre mudanças por viver uma relação de intimidade e obediência com Deus.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Fé em Deus, fé na vitória - I João 5:4

“O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (1 João‬ ‭5:4‬)

Fé é um fenômeno que acontece no vácuo. É um sentimento que persiste onde falta um elemento material, objetivo, de conexão. É, por isso, "o firme fundamento das coisas que não se veem". Se esse elemento surge ela desaparece por absoluta falta de necessidade. Se esse elemento surge o "justo" viverá pelo que vê e não pela fé (Hab 2:4, Rom. 1:17).

Diante dos desafios industriais, filosóficos, políticos e existenciais surgidos a partir do final do século XIX, enquanto parte dos cristãos aderiu ao diálogo com pensadores da época, buscando respostas que fortalecesse a fé cristã, outra parte polarizou o pensamento usando a mesma metodologia científica na tentativa de comprovar suas crenças. Parece-me natural que esse segundo caminho enfraquecesse a fé, pois seus adeptos focaram mais no COMO das narrativas bíblicas do que no PORQUÊ.

A fé, porém, embora não abdique da razão, mantém-se viva a despeito da falta dela. Em vez de ser conflitante com a ciência, cujo espaço de atuação é o  COMO tudo funciona, ela mantém-se no seu espaço do PORQUÊ tudo funciona como funciona. Fé e ciência, portanto não se opõe. Onde o COMO está obscuro a fé alimenta a esperança e o otimismo por sua ênfase no PORQUÊ e sua relação com ele. Nisso reside o diferencial e a força da fé. Ela não alimenta o obscurantismo, antes, ajuda-nos a nos mantermos vivos a despeito dele. Esse é seu papel e importância para que sejamos vitoriosos neste mundo tanta vez inóspito.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Amor: obediência leve - I João 5:3

“Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados.” (1 João‬ ‭5:3‬)

Amar não é um discurso vazio ou uma expressão destituída de conteúdo ou uma fala inconsequente. Antes, amar é uma atitude que, por ser consistente, sempre se traduz em algo. Não há como dizer "eu te amo" sem que uma ação - passada, presente ou futura - esteja associada a isso. Tanto quem diz, quanto quem houve, tem em mente uma expectativa de ação concreta decorrente. Exemplo: "DEUS AMOU o mundo de tal maneira QUE DEU  seu filho...". (Jo. 3:16). 

No caso do amor a Deus, uma obediência é a ação que se espera de quem a Ele se declara. Causa e ação não se separam. Não existe amor a Deus sem obediência aos seus mandamentos. Se dizemos amar a Deus, mas nenhuma ação objetiva de obediência acontece, isso não é amor. A obediência a Deus é o conteúdo do amor que dizemos nutrir por ele. 

Essa obediência não provoca dor, mesmo quando cercada de adversidades, de desafios. Sendo resultado de uma experiência amorosa, ela é feita de maneira consciente, rica de significado mais profundo, logo, sem manipulações. Se o amor de Deus não manipula, responder a ele com obediência é prazerozo. Por isso "seus mandamentos não são pesados".

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Amor: fechando o círculo virtuoso

“Assim sabemos que amamos os filhos de Deus: amando a Deus e obedecendo aos seus mandamentos.” (1 João‬ ‭5:2‬)

Se anteriormente João ensina que amamos a Deus reconhecendo Jesus como o ungido, o Cristo, o logos, bem como amando-nos uns aos outros, nesta parte da carta, depois de ter dito que "nós amamos porque Deus nos amou primeiro", ele retorna ao caminho natural: "...amamos os filhos: amando a Deus...". E fecha o círculo virtuoso.

Amar a Deus, inicialmente, seria amar uma abstração, por mera intuição.  Brotaria da perceção da beleza da criação, da maneira extraordinária como a natureza funciona, da grandiosidade do universo, da complexidade da harmonia de todos os sistemas que possibilitam a existência da vida no planeta, da beleza dos pássaros, dos rios, das flores, dos luminares... seus cheiros, suas cores, seus gostos, seus sons, suas sensações, enfim.

Porém, faltaria algo relacional. Assim, ele revela-se na história humana não só como o criador que nos encanta com sua criação, mas também como o Espírito que trabalha em nosso coração, em nossas atitudes, valores e, finalmente, como Jesus de Nazaré que habitou em nosso meio como Salvador, como Luz do mundo, como paradigma de conduta. Nessa triplice manifestação, aprendemos seus mandamentos, todos derivados de um e nele resumidos: Amarás o senhor teu Deus...e a teu próximo como a ti mesmo".

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Decisão

A mente segue estável numa direção;
O coração, como que rebelde, na contramão.
Se por um lado um diz calmamente que sim,
Por outro, o outro, insistentemente, diz: não, não, não!
O coração, alegremente, parece ir para o ataque,
Na defensiva fica a mente com razão,
O coração viaja livre e leve pelo vento,
A mente, caminha firme com pés no chão.
O sonho de um é a liberdade da criação;
O do outro, a segurança da manutenção.
Galhos balançam, caules se envergam em movimento,
Raizes rígidas, se alimentam no escuro, sem sol, nem vento.
Múltiplos sons, graves e agudos, atigem a alma.
Ouvidos se focam, distinguem origens, testam a emoção.
Uma parte entende a mensagem como um suave sim.
Outra insiste, bastante sensível, como um sonoro não.
A alma se cansa, se contorce, reclama e se agita
Ora se desfalece, ora se revigora, ora grita
Ansiosa pede socorro ao eterno infinito
No silêncio responde: "és livre", ampliando o doloroso grito.
Delicioso é experimentar a liberdade.
Sem alternativas seria sentir-se na prisão.
Doloroso é o peso da resposabilidade.
Com oportunidades, difícil é a decisão.


Amor: triângulo amoroso - I João 5:1

“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus, e todo aquele que ama o Pai ama também o que dele foi gerado.” 
(1 João‬ ‭5:1‬)

João é taxativo: a relação de confiança na pessoa de Jesus altera a condição humana diante de Deus. "Nascido de Deus" é uma outra expressão para "filho de Deus". O sentimento, a idéia, por detrás das expressões, é que a comunhão com Deus se concretiza na fé em Jesus. 

Crer, claro, não se refere a um mero assentimento intelectual, mas a uma relação de confiança, de intimidade, de identificação com a natureza da missão, com a vida e a morte, com o caráter de Jesus de Nazaré. Essa confiança é, portanto, transformadora das atitudes, palavras e ações.

A relação de Deus e Jesus é tão estreita que amor a Deus e amor a Jesus não se separam. Quem ama a Deus, ama a Jesus. Quem ama a Jesus, ama a Deus. Quem ama a Deus e a Jesus, ama o semelhante. Quem ama o semelhante, é nascido de Deus e quem ama a Deus, demonstra isso amando ao próximo, num saudável triângulo amoroso.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Amor: o mandamento da coerência - I João 4:21

“Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.” (1 João‬ ‭4:21‬)

Jesus usou o imperativo dezenas de vezes. Eu mesmo fiz uma série de 27 mensagens sob o tema: "Os imperativos de Jesus". (Curiosamente, o imperativo mais usado pelos evangélicos - IDE - não aparece nesse tempo verbal, nos textos gregos de Mt. 28:19). Nenhum imperativo, entretanto, é tão enfatizado quanto este de João que chamo de "mandamento da coerência". 

Os autoproclamados "defensores: da fé" (um tipo de fé), da "ortodoxia" (um tipo de ortodoxia), "da palavra" (alguns textos da Palavra) ou do "conservadorismo" (algumas reservas de interesse e zonas de conforto), sentem-se incomodados quando lhes lembramos a palavra amor. É que, quando se ama, mesmo que se tenha o, em tese, bom senso de defesa da fé e da ortodoxia, do compromisso com a "palavra" ou de conservar algo, isso nunca seria feito belicosamente, "desconservando-se" o amor.

João é tão enfático, repete tantas vezes o assunto amor, está tão afinado nisso com os discursos de Jesus ou Paulo, por exemplo, que a única explicação para alguns pregadores da Bíblia (e não da mensagem do evangelho de Jesus) sentirem dificuldade em defender suas teses, sem manifestação de amor, seria pela falta  do essencial: amor a Deus, pois quem ama a Deus, ama - não detona - também seu irmão.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Amor: a marca da fé verdadeira - I João 4:20

“Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (1 João‬ ‭4:20‬)

Deus ama gente. Aversão a gente, portanto, é incompatível com a natureza de Deus. Se é assim com a natureza de Deus, também o é com a natureza daqueles que se dizem discípulos de quem é a expressão  do amor de Deus às gentes - Jesus.

Pior do que isso: a aversão rancorosa, amarga, cheia de sentimentos de vingança, conhecida como ódio, nada tem a ver com aqueles que declaram professar fé em Deus. Dizer-se discípulo de Jesus e manifestar sentimentos de ódio por razões de escolha política, ideológica, bíblico-teológica, enfim, é então, uma incoerência profunda.

João, que não usa de meias palavras, que não adota o eufemismo, vai direito ao ponto. Quem diz amar a Deus e odeia seu irmão, é MENTIROSO. E, em outro de seus textos, diz: “Fora (da cidade celestial) ficam...todos os que amam e praticam a mentira.” (Apocalipse‬ ‭22:15‬). A verdade da fé e a fé verdadeira são, antes de tudo, amorosas. O resto é secundário.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Amor: fonte original - I João 4:19

“Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” (1 João‬ ‭4:19‬)

Faço parte da população mundial que acredita que tudo o que existe foi criado e, quanto mais informação recebe confirmando a extensão e complexidade do Universo e compara com a pequenez e fragilidade humana, mais encantada fica com a idéia que consegue supor, da extraordinariedade  que é a FONTE ORIGINÁRIA disso tudo que convencionamos denominar DEUS.

Impressiona-me ainda mais pensar que, a despeito da distância,  tamanho, força e poder incalculáveis, inimagináveis, que nos diferenciam deste criador, aquele que É se interesse por aquilo e aqueles que EXISTEM por obra de suas "mãos" e, mais do que isso, seja capaz de amar de maneira tão grandiosa e ao mesmo tempo tornar-se acessível, como ocorreu ao encarnar-se num simples e empobrecido menino chamado Jesus que cresceu na até então insignificante, desprezível e desconhecida Nazaré.

Dessa fonte de amor jorra o que dá sentido à existência humana e alimenta a esperança que nos impulsiona em direção ao futuro, mesmo que as aparentes probabilidades circunstanciais alimentem expectativas pessimistas que nos pressionam a desistir. A lembrança de que somos capazes de amar porque somos amados primeiro por Deus, anima o nosso viver e energiza-nos para lutar contra forças que se opõem ao cumprimento de nossa missão de vida nesta poeira do universo que chamamos de Terra.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Balanço 2017 - Gratidão

Deitei-me na deliciosa rede da varanda do apartamento onde moro, hoje lugar das minhas mais profundas introspecções e mergulhos espirituais, para recordar as pessoas - individualmente ou casal - que em 2017 nos abençoaram de maneira objetiva.

2017 foi um ano em que, como pastor, mesmo não estando à frente de uma igreja local por dar-me um período sabático, levei a palavra de Deus a milhares de pessoas, pregando em 13 igrejas de 6 estados do Brasil e dois dos Estados Unidos, sem contar as milhares que leram as devocionais que escrevi, a partir das leituras da carta de Paulo aos Filipenses e da 1* carta de João.

Porém, 2017 foi um ano em que, como pessoa, fui mais abençoado do que pude abençoar. Até o momento, 50 pessoas foram relacionadas numa lista que inclui apenas aquelas que: 
1) por iniciativa própria; 
2) de maneira explicita e personalizada
3) no ano de 2017 
4) fizeram algo (pelo que somos não pelo cargo ou função que ocupamos) que fez com que ficassem mais marcadas em nosso coração. (Não inclui, portanto, as que se prontificaram a algo, mas a concretização não foi necessária).

Para cada pessoa/casal, definí o motivo pelo qual nos sentimos abençoados, os quais passo a relacionar:

Acolhimento - pessoas que abriram as portas de suas casas para nos hospedarem ou oferecerem uma refeição por amizade (não incluídas as que foram não menos maravilhosas nos acolhendo em função de atividade ministerial).

Companhia - Gláucia especialmente, que esteve ao meu lado, vivendo as alegrias e dores desses momentos de incerteza e ansiedade que vivemos, por uma necessidade e escolha consciente minha.

Confiança - pessoas que, pouco me conhecendo, manifestaram confiança em nós, de maneira objetiva.

Conquistas - nossos filhos que, através de cada pequena conquista acadêmico-profissional, abençoaram nossos corações.

Cuidado - pessoas que usaram seus recursos técnicos e políticos para nos ajudar a sermos mais saudáveis ou abrir novos caminhos para nossas vidas.

Incentivo - pessoas que nos procuraram, particularmente, para dar uma palavra de incentivo, por saberem do nosso momento de transição. (Não incluo aqui, claro, aquelas  que enviaram impessoalmente vídeos ou textos, via WhatSapp, Messenger, etc, de auto-ajuda).

Oportunidade - pessoas que proporcionaram a nós uma oportunidade de viver experiências que renovaram nosso ânimo e edificaram nossa vida.

Reconhecimento - pessoas que um dia se sentiram abençoadas por nossas vidas e que agiram objetivamente em nosso favor fazendo algo que, para nós, representou um reconhecimento. Ainda que não tenhamos buscado esse reconhecimento, a ação delas nos abençoou.

Suporte - pessoas que nos ajudaram a concretizar nossas duas mudanças interestaduais e tudo o que delas decorreram.

Não me sinto endividado, pois sei que elas o fizeram por pura graça. Porém, por pura graça, espero fazer o mesmo com outros em 2018.

A cada uma delas, fica aqui nossa gratidão.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Amor: antídoto do medo - I João 4:18

“No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.” (1 João‬ ‭4:18‬)

O medo talvez seja o meio mais eficaz de manipulação. Com certeza é a arma principal de quem quer se livrar de um problema sem resolvê-lo. Ele produz resultado imediato, mas esse sempre será  superficial, de aparência. Quem toma decisão pelo medo, mudará de rumo à primeira alternativa que lhe oferecer os mesmos benefícios com menos riscos de sofrimento ou mais gotas de prazer.

Quem age por medo o faz por causa do castigo e não por acreditar no valor em si de sua ação. Não é, portanto, o significado em si, intrinseco, inerente, do ato que o motiva. Daí quem age pelo medo não ter compromisso com o que faz. Seu foco jamais será no que está fazendo, mas nas consequências do não fazer. A qualidade do que faz sempre será inferior e sua vida emocional frágil, doentia.

O amor é o antídoto do medo. É, sem dúvida, o meio mais eficaz de conscientização, de fidelidade, de qualidade em tudo que se faz. Onde há amor, há confiança, logo, não há espaço para o medo. Quem é por amor, simplesmente é. Quem faz por amor, simplesmente faz. A pessoa que age por amor, age pelo valor que dá ao ato em si, não pelas consequências que sofrerá. Ame.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Amor: seja amor - I João 4:17

“Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele.” (1 João‬ ‭4:17‬)

O Dia do Juizo é um pressuposto bíblico. Guardada as inevitáveis diferenças de definições, faria parte do "marco teórico" de qualquer estudo que trate da relação da humanidade com seu criador. Embora esteja em baixa, num país profundamente injusto, marcado pela cultura da impunidade e do existencialismo ateu e cujo poder judiciário tem tido sua credibilidade abalada pela conivência de alguns juizes com a corrupção, o acerto de contas com Deus continua posto.

O "Dia do juizo", entretanto, não deve, nem precisa, ocupar nossas atenções. Não é ele que deve nos mover a agir ou deixar de agir. Muito menos deve ser utilizado como meio de manipulação de pessoas inseguras, cuja motivação para ser ou deixar de ser seja o medo. Pelo contrário, em vez disso, devemos apontar o caminho destacado por João para enfrentarmos este Dia com confiança.

O caminho joanino é sermos, no cotidiano, como Deus é. Não no exercício de poderes, soberania ou, muito menos, de juizo. Sim, na identificação com ele em sua natureza amorosa. A recomendação para enfrentarmos o Dia do Juizo com confiança é simples e objetiva: seja amor como Deus é amor. Ponto.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Amor: Deus é amor - I João 4:16

“Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.” (1 João‬ ‭4:16‬)

Deus é amor. Confessar Jesus é confessar o amor de Deus. Reconhecer Jesus é reconhecer o amor de Deus. Abrir o coração para Jesus é abrir-se para o amor de Deus. Caminhar com Jesus é caminhar com o amor de Deus. Anunciar Jesus é anunciar o amor de Deus.

Deus é amor. Portanto, dizer-se obediente a Deus é ser comprometido com o amor. Ser fiel à palavra de Deus - escrita ou encarnada - é ser fiel, antes de tudo, ao amor. Ensinar a "palavra de Deus" é ensinar o amor, com amor. Abordar qualquer assunto da vida ou fazer qualquer advertência ou exortação usando a Bíblia, só movido pelo amor. 

Deus é amor. Seguir o "façam tudo com amor" (1 Cor. 16:14‬) não é obediência, é decorrência. Não há "mas". Quem ama, está com Deus; quem não ama, não está. Ou amamos como evidência de nossa comunhão com Deus ou não amamos, evidenciando desconhecer a Deus.  Amar é a regra, é a escolha consciente, é a filosofia de vida de quem se diz crente, é a consequência de estar nEle, de tê-lo em si.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Confissão de fé - I João 4:15

“Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.” (1 João‬ ‭4:15‬)

Confissão significa reconhecimento publico de experiência que se deu na privacidade. No "evangeliquez", significa dizer diante de terceiros,  através do levantamento da mão ou saindo do lugar e indo à frente de um auditório ou submetendo-se ao batismo, que tomou a decisão de abrir o coração e receber Jesus como salvador de sua vida.

Entretanto, embora usado por pregadores evangelistas em campanhas, esse apelo de João, como já foi dito anteriormente, tem outro significado. Trata-se de desafio à reafirmação da fé, em contraste com aqueles que, publicamente, dentro da igreja, negavam Jesus como o Cristo, como o logos de Deus.

Embora seguir a ética de Jesus de Nazaré seja suficiente para uma mudança radical nos padrões de relacionamentos interpessoais, sociais, políticos ou econômicos, o não reconhecimento do Cristo, do logos -  sentido -, a retirada da dimensão do mistério, do místico, do sobrenatural da história de Jesus, gera a falta de consistência existencial, precursora do "comamos e bebamos que amanhã morreremos", ratificadora do "cada um faz o que der na telha". Se nada há para além do "aqui e agora", não há sentido sustentável para o "aqui e agora".

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Testemunhas verdadeiras - I João 4:14

“E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo.” (1 João‬ ‭4:14‬)

Quando alguém é acusado de um crime, a lei exige que o acusador  apresente elementos testemunhais ou materiais que comprovem a veracidade de sua narrativa acusatória. Se os elementos de prova não convencerem os juizes de que a narrativa do acusador é verdadeira, a acusação não prospera.

Verdade, então, é uma narrativa que deve retratar fielmente a realidade dos fatos, como ocorreram. Jesus, por exemplo, se declarou como sendo a verdade. Com isso ele estava dizendo que sua vida, seus ensinos, eram um retrato fiel do caráter de vida que Deus desejava à humanidade. Quando realidade e narrativa estão em harmonia, a verdade aflora.

João se coloca com outros discípulos, como testemunhas oculares de que Jesus era, verdadeiramente, o filho de Deus enviado ao mundo para salvá-lo. Eles conviveram com ele, testemunharam a autoridade de sua vida e ensinos, além dos sinais e milagres abundantes que não deixaram dúvidas. A quem ouve sua narrativa, cabe aceitar ou rejeitar o testemunho dado, pela fé. Eu aceitei. Ele tem sido meu salvador e empenho-me para servi-lo - servindo ao próximo - como senhor.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Um esboço do Natal na história de José

A promessa de casamento 
A gravidez que o surpreendeu
O medo da exposição
O caminhou que escolheu

O sonho revelador
A justiça que prevaleceu
A decisão acertada
A palavra que obedeceu

A abstinência escolhida
A ordem para partir
O medo no coração
A profecia a se cumprir

A ida de Nazaré a Belém por necessidade
A fuga de Belém para o Egito por precaução
A volta do Egito à Galiléia pela possibilidade
O retorno da Galiléia a Nazaré por resolução 

Um esboço do Natal na história de Maria


A surpresa da gravidez
O receio da exposição 
A boa notícia do anjo
A alívio no coração
Os sinais se movendo no ventre
A grandeza da indagação
A disposição para servir
O cântico de adoração
O decreto do recadastramento
A viagem para Belém
A promessa de casamento
A expectativa pelo neném
A incerteza na estranha cidade
O cansasso da longa viagem
A necessidade de uma cama
O desconforto da hospedagem
O mau cheiro da estrebaria
A alegria da visitação
A partida durante a noite
A angústia da desinstalação
A volta pra terra de origem
Os receios de perseguição
O medo na Galiléia
O retorno à primeira habitação
O crescimento saudável
O dia da apresentação
A permanência no templo
O exercício da vocação

Espírito de Jesus

“Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito.” (1 João‬ ‭4:13‬)

Espírito Santo, Espírito de Deus, Espírito de Jesus, são expressões usadas no Novo Testamento para indicar a chamada terceira pessoa da trindade que é uma das três formas como Deus revelou-se à humanidade, na tradição bíblica. 

Como criador, Deus revela-se acima de nós; como salvador, revela-se, em Jesus, no meio de nós e como consolador - o Esprito Santo - Ele revela-se dentro de nós, idéia grafada por  Christian A. Schwarz em "Nós diante da trindade". 

O dom do Espírito é uma vivência subjetiva de comunhão, experimentada por quem reconhece Jesus, num ato de confiança, como Senhor e Salvador pessoal. Essa intimidade afeta pensamentos e sentimentos, influenciando atitudes e norteando o comportamento e nada tem a ver com manifestações de poder sobrenatural ou espetacularização da fé. Sobretudo, ela gera convicção interior de relação com Deus.